O Filme. O Trailer. O Poster. O Video-Clip. O Actor. A Actriz. O Realizador. Cinema enquanto passatempo, paixão e vício.
publicado por Fernando Oliveira | Segunda-feira, 28 Janeiro , 2008, 12:25
Na passada semana foi apresentado o Manifesto dos Amigos da Cultura, passo lógico depois de se esgotarem as vias do diálogo razoável com a Câmara Municipal de Coimbra (não é possível o diálogo quando uma das partes tapa os ouvidos com os indicadores e faz «nnnnnãããããã-nnnnnnããããããã-nnnnnnnãããããã»).
Espera-se que este novo passo seja apenas o início de uma nova forma de protesto contra a política autista da autarquia, no que à relação com os agentes culturais diz respeito. Os 130 subscritores que originalmente assinaram o documento já são mais de 500, o que siginifica uma enorme adesão em menos de uma semana de divulgação, e também o sinal de o descontentamento com a politíca cultural (ou a falta dela) é motivo de preocupação para todos. Rui Bebiano pôe em palavras aquilo que muitos de nós sentem, mas não conseguiram ainda verbalizar : " a «cidade dos estudantes» é principalmente habitada por quadros de formação universitária, bem como por uma classe média e por uma população juvenil bastante numerosas, que possuem expectativas culturais, de uma natureza urbana e crescentemente globalizada, totalmente incompatíveis com a dimensão popularucha e kitsch que neste domínio a gestão camarária tem assumido. Voltada quase exclusivamente para um público semi-rural, adepto de um certo «folclorismo» passadista e minoritário já em termos demográficos, a Câmara de Coimbra nem sequer parece aperceber-se da forma como essa atitude cria um mal-estar que prejudica a sua própria imagem."

publicado por Fernando Oliveira | Quinta-feira, 24 Janeiro , 2008, 12:33
Na Inglaterra da década de 30 do século passado, Briony Tallis destroi inadvertidamente as vidas da irmã mais velha e do filho da empregada doméstica. Interpreta pelos olhos de uma menina de 13 anos um bilhete que não devia ler e ainda surpreende Robbie e Cecilia na biblioteca da familia.

Joe Wright regressa aos dramas de época depois da adaptação de Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, e também com Keira Knightley num dos principais papeís, e pode mesmo dizer-se que estamos na presença de um dos mais promissores realizadores da actualidade. Há todo um cuidado muito vísivel na encenação e visual do filme, este aspecto é muito mais fulgurante na primeira metade, quando somos invadidos por uma explosão de cor, uma palete de cores muito alargada, a acompanhar os momentos mais felizes das duas personagens principais. Robbie e Cecilia formam aqui o par romântico que se concretiza apenas por breves momentos, sendo que a sua felicidade será o elemento que proporcionará a Expiação do pecado cometido por Briony (não vou revelar). A propósito de Briony há que referir as performances das três actrizes que a interpretam ao longo de três gerações: Saiorse Ronan, aos treze anos, impõe à personagem uma impertinência própria da idade mas que irá conduzir às tentativas de redenção das duas encarnações mais velhas. Ramola Garay é Briony com 18 anos, trabalha como enfermeira num Hospital da Londres da época dos bombardeamentos nazis e finalmente Vanessa Redgrave, é Briony já como romancista consagrada, que nos revela o destino do par romântico e consegue finalmente a tal Expiação do título, levando o espectador a reflectir sobre os finais felizes e a sua capacidade de redimir pecados ou manter um sabor acre na boca, conforme a sua veracidade ou não...
Falando novamente sobre aspectos mais técnicos, é inevitável não referir também a fantástica fotografia e reconstrução de época presentes em todo o filme, passando pela inevitável cena na praia de Dunquerque, um maravilhoso plano-sequência que esmaga toda e qualquer hipótese de o espectador ainda sentir que pode haver salvação para a relação entre Robbie e Cecilia. Como definir uma cena que arrisca mostrar uma praia povoada com os sobreviventes Britânicos da Batalha de Dunquerque de uma só vez? Uma viagem em que acompanhamos a destruição proporcionada por uma entrada em guerra mal preparada, mas isso são contas de outro rosário.

Há também que referir a banda sonora inventiva, criando soluções com o som diegético de uma máquina de escrever e misturando-o com piano e violino, o resultado é fabuloso, algo a ouvir mesmo sem a ajuda visual do filme. No entanto, contrariando a tendência facilitista de acompanhar cenas de elevada tensão dramática com musica, aqui Joe Wright prefere deixar o silêncio ser a banda sonora, criando assim um clima de tensão muito mais angustiante.
Um triunfo, apenas com 30 milhões de euros de orçamento, mais uma vitória dos estudios Woking Title que conseguem mesmo convecer-me que Keira Knightley é boa actriz...
P.S.- Quemm costuma ler com mais regularidade (dois ou três de vocês), estava habituado a encontrar uma ficha técnica mais completa no incio do texto. Pois bem,decidi deixar isso de parte porque dá demasiado trabalho para o objectivo que me leva a escrever - apenas o prazer de falar sobre cinema. Portanto, se quiserem mais informações, o link para o IMDB está ali mesmo ao lado...

publicado por Fernando Oliveira | Sexta-feira, 11 Janeiro , 2008, 01:13
Rowan Atkinson é muito mais do que o já irritante Mr. Bean. É também o clássico Blackadder, o chefe de policia em "The thin blue line" e é ainda este espectáculo ao vivo, cujo dvd está à venda em algumas superficies comerciais da cidade e que brevemente poderá fazer parte da minha Dvdteca...

publicado por Fernando Oliveira | Sábado, 05 Janeiro , 2008, 20:49
Em 2005 George Lucas recebeu um Lifetime Achievment Award do American Film Institute. William Shatner apareceu e... Cantou! Mas não só: confundiu Star Trek com Star Wars e dançou com Storm Troopers. Impagáveis as caras de espanto de Mark Hamill, Carrie Fisher e Chewbacca. Também impagável a cara de enfado de Mr. Spielberg...


publicado por Fernando Oliveira | Sábado, 05 Janeiro , 2008, 19:55
Trailers para o "Sonho de Cassandra" O primeiro é o trailer americano, que nos explica a estória como se fossemos uma criança de 10 anos. O segundo é o trailer internacional, que deixa o espectador a preencher os espaços em branco. Em comum: em qualquer das versões, Woody Allen parece regressar à forma de "Matchpoint"...



publicado por Fernando Oliveira | Sábado, 05 Janeiro , 2008, 19:41

publicado por Fernando Oliveira | Sábado, 05 Janeiro , 2008, 19:10

publicado por Fernando Oliveira | Sábado, 05 Janeiro , 2008, 16:36
Depois de um ano cinematográfico com algumas surpresas, também com confirmações de antecipações que por aqui fui avançando, estes são os melhores que as peregrinações às Capelinhas Cinematográficas Conimbricenses me proporcionaram neste ano...

Em 5º lugar, ocupando simultaneamente o posto de melhor filme de animação do ano:


"Ratatoille"


Afaste-se o ogre verde e a familia amarela, o prémio é para o Rato Remy, simultaneamente mais um prodígio técnico da Pixar e a prova como o Cinema de Animação pode em tudo seguir as mesmas pisadas da Imagem Real. Quem duvidar basta conferir a fabulosa luz que banha esta cidade de Paris, a cena de perseguição com suspense q.b. e a magnifíca caracterização dos vilões.


O 4º posto.


"Ultimato"


Frenético, sem medo de arriscar grandes sequências sem diálogo. Escorreito e com uma técnica de realização descrita como "câmara com parkinson". Se todos os filmes de Verão fossem assim, estariamos todos muito melhor.

3º lugar

"A Face Oculta de Mr. Brooks"

Por falar em filmes de Verão, este foi um verdadeiro oásis no deserto que é o mês de Agosto. Grandes performances de Kevin Costner e William Hurt, com destaque para o rapport que ambos conseguem manter durante o filme. A subtileza escondida: confronta-nos com as relações pais/filhos e o medo que os progenitores têm de ser substituidos. Destaque ainda para a banda sonora de Ramin Djawadi.

2º lugar


"Terra de Cegos"

O filme já é de 2006, mas só agora nos chegou. Esteve apenas uma semana na cidade, mas foi o suficiente para ser visto por uma pequena legião de fãs (meia dúzia). Estimulante, capaz de deixar o espectador à beira de um ataque de nervos com o ultimo plot-twist, um objecto tão invulgar que deixou os dois lados do espectro politico norte-americano a pensar que o filme os atacava a eles. Está lá tudo: Mussolini, Kim Jong-Il (este ultimo literalmente, está lá), a revolução cultural na China de Mao e os golpes palacianos. Brilhante a forma como neste filme vemos a História Politica da Humanidade do ultimo século e meio. E começa no design do cartaz: Realismo Socialista, anyone?

Em primeiríssimo lugar:

"Peões em Jogo"

O regresso de Robert Reford atrás das câmaras. O regresso de Tom Cruise às boas interpretações. O regresso da United Artists como um estúdio, não como apenas um carimbo. O regresso do filme-político. O regresso... Notável análise da actual situação politico-social nos Estados Unidos. A falta de envolvimento na vida publica das gerações mais jovens, as relações perigosas entre o poder politíco e os media, o sacrifio dos ignorados... Um daqueles filmes capazes de "despertar processos cognitivos nos espectadores", como li há tempos. Em vez de explosões e velocidade temos diálogos, mise-én-scéne... A critica nacional tem-lhe reagido de forma bastante morna, estaremos tão anestesiados por blockbusters que já não reconhecemos o valor de algo diferente?

Estes são os melhores, tendo tempo, outras listas se seguirão nos próximos dias ou semanas.


publicado por Fernando Oliveira | Sábado, 05 Janeiro , 2008, 16:25
Este foi um dos motivos da ausência...


A curta-metragem tem como título "Encontramo-nos onde nos encontramos sempre" ou "EONES 22- O Planeta Proibido" para os fãs de ficção ciêntifica...
Outros: preguiça da minha parte e recusa do blogger em aceitar videos do Youtube.

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