O Filme. O Trailer. O Poster. O Video-Clip. O Actor. A Actriz. O Realizador. Cinema enquanto passatempo, paixão e vício.
publicado por Fernando Oliveira | Sábado, 17 Março , 2007, 15:17
Podem ver o trailer aqui. Para já não vou contar nada sobre o filme...

publicado por Fernando Oliveira | Terça-feira, 13 Março , 2007, 00:49
A propósito do documentário "Brava Dança", que não estreou em Coimbra, como seria de esperar, deixo aqui o que me parece ser o unico vestígio dos Heróis do Mar no Youtube.


Heróis do Mar- "O Inventor"

p.s.- têm de aumentar o som...

publicado por Fernando Oliveira | Domingo, 11 Março , 2007, 15:49
Ainda não sei muito sobre este "A Noiva". Só sei que a fotografia parece boa, a estória não é o habitual que se vê na produção nacional e que foi apresentado ontem à noite no Porto, num bar chamado O Meu Mercedes É maior Que o Teu.


Podem ver o trailer aqui.

publicado por Fernando Oliveira | Domingo, 11 Março , 2007, 15:38
e deixar definitivamente de lado a sra. Holmes-Cruise. Sim, Katie Holmes já não faz parte dos planos para "Dark Knight", sequela para Batman Begins. No seu lugar vai estar esta menina:Maggie Gyllenhaal, actriz sólida com uma carreira construida em filmes de menor expressão comercial, mas com maior dimensão interprattiva. A sua ultima grande aparição foi em "Stranger Than Fiction", ao lado de Will Ferrel.

Para "Dark Knight", são recuperados Michael Caine, Morgan Freeman, Gary Oldman e Christian Bale e chegam Heath Ledger (Joker) e Aaron Eckhart (Harvey Dent/Two Face).

O potencial para este filme é cada vez maior...


publicado por Fernando Oliveira | Domingo, 11 Março , 2007, 15:19
É a notícia da semana. Depois de mais de vinte anos de negociações, Spielberg (nesta imagem a pedir "um deste tamanho") conseguiu finalmente comprar os direitos de adaptação fílmica do mais famoso repórter com sexualidade indefinida. Sim, Tintin vai ser adaptado ao cinema pela Dreamworks e, se a vontade expressa no leito da morte por Hergé for cumprida, será o próprio Steven a realizar.

p.s.- Este post é dedicado ao Dário, um Spielberg groopie...

publicado por Fernando Oliveira | Sexta-feira, 09 Março , 2007, 17:32
Título Original: The Good Sheperd”
Real: Robert DeNiro
Com: Matt Damon, Angelina Jolie, William Hurt, Michael Gambon, John Turturro
EUA, Côr, 167min.

Estados Unidos, 1961. Uma ainda jovem organização secreta prepara uma operação que pretende remover Fidel Castro do poder: A invasão da Baía dos Porcos, em Cuba. Mas algo corre mal. Um informador dentro da organização passou a informação para o outro lado da cortina de ferro...

É este o ponto de partida para um dos melhores “filmes de espiões” de sempre. Sempre acompanhando a perspectiva e a vida de Edward Wilson, um dos fundadores da CIA, desde os seus anos universitários, passando pela II Guerra Mundial, onde dirigia o gabinete de contra-informaçãos dos Aliados – tubo de ensaio para o que seria a Central Intelligence Agency – até aos anos sessenta e ao fracasso da Baía dos Porcos. Com uma sequência temporal não-linear, são frequentes os flashbacks, DeNiro obriga o espectador a estar atento a todas as sequências de forma a não perder qualquer pormenor da estória.

Tratando-se de um “filme de espiões”, são frequentes os códigos utilizados nos contactos, um recurso que traz à memória outros tempos em que o espião não precisava de passar muito tempo no ginásio para mover a estória para a frente, uma abordagem cerebral que incentiva o espectador a tentar descodificar ele próprio o que significa, por exemplo: “Temos um estranho em nossa casa” ou, “Preciso de falar com alguém por causa de um fato.”

Mas, este Pastor é também um filme de época e aqui salta à vista a direcção artística, responsável pela reconstrução da destruição de Berlim no pós-II Guerra e ainda todos os pormenores inerentes à vida nos Estados Unidos nas décadas de 50 e 60 do século passado.

Matt Damon é o actor principal desta película e não desilude. Damon consegue compor uma personagem fria e distante, algumas vezes de forma perturbadora. Um registo de contenção que é cada vez menos apreciado no seu país de origem, basta recordar que Eddie Murphy foi nomeado para um Óscar... Ainda no capítulo das performances dos actores encontramos aqui o grande ponto fraco deste filme: Angelina Jolie. Um erro de casting para este segundo filme com realização de DeNiro. Jolie interpreta uma mulher norte-americana de antes do virar do século XX, mas não consegue nunca atingir a linguagem corporal necessária para levar a sua performance a bom porto.

É um bom filme, este Pastor, talvez o melhor retrato da espionagem e contra-informação da era dourada destas actividades- A Guerra Fria. Robert DeNiro consegue fazer a tão dificil transição para trás das câmaras(e consegue também tirar da reforma o seu amigo Joe Pesci), assumindo a responsabilidade num filme cheio de pormenores visuais para estímulo e apreciação do espectador.
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publicado por Fernando Oliveira | Segunda-feira, 05 Março , 2007, 23:35
No dia 14 de Novembro de 1959, a pequena cidade de Holcomb, no Kansas, é assolada por um quádruplo homicídio. Alguns dias depois o escritor nova-iorquino Truman Capote encontra a notícia no jornal e decide investigar e aprofundar o que aconteceu. Esta é a história dos seis anos que demorou a escrita do livro “A Sangue Frio”, um biopic que não o chega a ser.
Em 2006 o actor Phillip Seymour Hoffman recebeu o Óscar para melhor interpretação pelo seu retrato de Truman Capote. De facto, é este o grande ponto forte deste filme: o boneco construído por Hoffman, que consegue capturar os maneirismos, assumir a mesma linguagem corporal e imitar, na perfeição, a voz do autor de “Boneca de Luxo” . Lento no arranque, com dificuldade em assumir um ritmo próprio, “Capote” brinda-nos com vários planos de paisagens durante a primeira meia hora, fazendo questão em mostrar como é boa a fotografia a cargo de Adam Kimmel, sempre sublinhada com uma subtil banda sonora, quase imperceptível. Também digno de nota é o guarda roupa e todo o cuidado presente na apresentação cromática desta obra: muitas cores desmaiadas, nenhum vermelho.
O aviso na contracapa do DVD não é animador e o conteúdo confirma a falta de investimento numa edição nacional sem qualquer legendagem em português nos extras. A mesma lista de material bónus que promete um documentário sobre Truman Capote (e aqui podemos encontrar o próprio, em discurso directo), mas uma navegação no disco apresenta-nos este documentário como uma featturete de sete minutos. Dois making-of, também bastante curtos, cerca de vinte minutos cada e vários trailers de outros filmes que nada têm a ver com este “Capote” fazem também parte dos extras desta edição. Verdadeiramente uteis, como é normal, são os dois cometários áudio que acompanham o filme, a cargo de Bennet Miller, o realizador, e de Phillip Seymour Hoffman e novamente pelo realizador, mas acompanhado pelo director de fotografia.
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