O Filme. O Trailer. O Poster. O Video-Clip. O Actor. A Actriz. O Realizador. Cinema enquanto passatempo, paixão e vício.
publicado por Fernando Oliveira | Terça-feira, 27 Fevereiro , 2007, 00:05
O melhor momento da noite: John C. Reilly, Jack Black e Will Ferrel.



Mais tarde a cerimónia caiu na sarjeta: Céline Dion a "homenagear" Ennio Morricone. Se é que podemos chamar "homenagem" a qualquer coisa que seja emitida pela laringe dela...

publicado por Fernando Oliveira | Segunda-feira, 26 Fevereiro , 2007, 23:36
Para já podem ver quem ganhou aqui, mas esta foi, com toda a certeza, uma noite demasiado previsível... Desde o vencedor para melhor actor secundário, o veterano Alan Arkin, à melhor actriz principal Helen Mirren (continuo a achar, baseado nas imagens do trailer, que Judi Dench merecia mais).
Em abono da verdade, apenas duas coisas me surpreenderam durante a noite dos Óscares: o bom desempenho da Ellen como apresentadora (continuo a preferir o Jon Stewart, mas há que fazer justiça à loura) e o prémio para melhor filme de animação: Happy Feet. Não havia uma lei qualquer que dizia que tem de ser o filme da Pixar a vencer?!

Martin Scorcese já merecia um Óscar à muito tempo. Mas será que o merecia por The Departed? Não podia ter ido outro prémio para o Clint Eastwood pelo brutal trabalho que teve em não um, mas dois filmes de guerra?


É preciso ainda falar do Ennio Morricone: Depois de tanta banda sonora, que ainda hoje dá tareias aos novatos, já merecia um prémio. Semi-surpresa foi a tradução simultânea do Clint Eastwood de italiano para Inglês: há alguma coisa que o Clint não consiga fazer?!?


publicado por Fernando Oliveira | Domingo, 25 Fevereiro , 2007, 23:02
Não vi os filmes todos mas, fazendo esta ressalva, acho que posso indicar quais são as minhas apostas, baseando-me no zum-zum que se tem ouvido por aí...

Posto isto, os meus palpites nas categorias mais importantes são (a minha aposta em bold):

FILME:
CARTAS DE IWO JIMA
THE DEPARTED
LITTLE MISS SUNSHINE
BABEL
THE QUEEN

REALIZADOR:
MARTIN SCORSESE (é a minha aposta pessoal, o Marty já merece e o filme é muito bom)
CLINT EASTWOOD
STEPHEN FREARS
ALEJANDRO GONZÁLEZ IÑARRITU
PAUL GREENGRASS

ACTOR PRINCIPAL
FOREST WITHAKER (ganhou o globo de ouro e está assustador como Idi Amin)
RYAN GOSLING
PETER O'TOOLE
WILL SMITH
LEONARDO DICAPRIO

ACTRIZ PRINCIPAL
JUDI DENCH (acredito numa surpresa)
HELEN MIRREN
MERYL STREEP
KATE WINSLET
PENELOPE CRUZ

ACTOR SECUNDÁRIO
ALAN ARKIN
JACKIE EARLE HALEY
DJIMON HOUNSOU
EDDIE MURPHY
MARK WAHLBERG

ACTRIZ SECUNDÁRIA
ADRIANA BARRAZA
CATE BLANCHETT
ABIGAIL BRESLIN
JENNIFER HUDSON
RINKO KIKUCHI

Vemo-nos amanhã, quando eu comentar os vencedores e a pseudo-performance da Ellen...

publicado por Fernando Oliveira | Sexta-feira, 23 Fevereiro , 2007, 00:00
A obra (prima?) de Ed Wood, na sua totalidade, cortesia do Youtube.


publicado por Fernando Oliveira | Sábado, 03 Fevereiro , 2007, 21:49
Depois de estar ao serviço de Robert Altman, para o substituir caso este falecesse durante as filmagens de "A Prairie Home Companion", Paul Thomas Anderson tem um filme com data de estreia marcada ainda para este ano. Trata-se de "There Will Be Blood", história que tem como pano de fundo o príncipio do negócio do petróleo no Texas do início do século XX.

No principal papel vai estar este senhor:



Daniel Day-Lewis.
Recapitulando para os mais desatentos: ainda este ano vamos ter novo filme do PT Anderson, depois do "Punch Drunk Love", com o Daniel Day-Lewis no papel principal...

publicado por Fernando Oliveira | Sábado, 03 Fevereiro , 2007, 21:37




“Bobby”
2006; EUA; Cor
Real: Emílio Estevez
Com: (decidi não colocar nenhum nome aqui porque não há neste filme um actor que se possa considere como principal)


No dia 6 de Junho de 1968 decidia-se quem seria o candidato presidencial pelo Partido Democrata às eleições do mesmo ano. Robert Kennedy foi assassinado nesse dia.


Tudo estaria bem com o Mundo. Fome, Guerra, Miséria, Pobreza, tudo isto teria terminado caso Bobby Kennedy fosse presidente dos Estados Unidos. É a mensagem ingénua que escorre de todos os fotogramas deste filme. O carácter messiânico com que o na altura senador norte-americano é retratado. Mas antes de começar antes de falar do que está mal, vou falar do que está bem.


Antes de iniciar o visionamento do filme fiquei a saber que a personagem que dá o nome ao filme seria interpretada por... O Próprio, através de imagens de arquivo. Pensei: “Provoca um efeito engraçado, diz que o filme é sobre determinada pessoa mas nunca a apresenta em carne e osso, interpretada por outra pessoa.”. O filme inicia-se com uma contextualização sócio-política dos Estados Unidos através de mais imagens de arquivo. Pensei: “Boa, um biopic que retrata não só a vida de uma personalidade publica, como também o contexto social que a motivava”.


A partir daqui foi o descalabro...


O que salta, literalmente, à vista é a péssima qualidade da fotografia, não só desfoca o restante cenário quando o realizador pretende evidenciar um objecto em primeiro plano, como também nos presenteia com uma amálgama de cores e movimentos indefinidos de vultos quando a câmara se movimenta a uma velocidade maior.
Emílio Estevez (que além de realizar,é também responsável pelo argumento) pretendia criar uma espécie de filme-mosaico, mas peca por excesso. Vinte e duas personagens, de facto, parece, e é, demais. Com tantas histórias para contar, o efeito óbvio acontece: O filme torna-se lento, e logo nos primeiros dez minutos. Existe ainda outro efeito consequente do excesso de personagens apresentadas num curto espaço de tempo: Não permite que o espectador se relacione directamente com nenhuma delas. Este efeito é evitável e a prova é “Magnólia” (PT Anderson, 1999).


Não nego que Bobby Kennedy fosse uma figura que transmitisse confiança e inspirasse muitos norte-americanos, mas já me parece forçado que todas as personagens deste filme assim o sejam... De facto, são muitos momentos em que uma determinada figura parece ter uma epifania, descobre o sentido da vida, e tem de o partilhar com os que a rodeiam... E sempre com banda sonora suave por baixo... Muito forçado.


Lembram-se do título do filme? E já repararam na campanha publicitária centrada na imagem de Bobby Kennedy? Isto leva o mais inocente dos espectadores a pensar que é um filme sobre o próprio assassinado que vamos ver. OK, ele só aparece em imagens de arquivo mas, “wishfull thinking”, mesmo assim será com as pessoas mais próximas dele, um director de campanha, um speech-writer, um conselheiro político... Nada mais falso. As vinte e duas personagens de que já falei têm todas uma coisa em comum: Estão no mesmo Hotel à hora em que são disparados os tiros. Se, em abono da verdade, ainda contamos com alguns elementos da campanha, o que dizer de uma cabeleireira ou do ex-funcionário do hotel que ainda por lá anda...
Duas conclusões ficam deste filme: O talento não é hereditário, nem a transposição de campos culturais é fácil(ou aconselhável)...



p.s.- piadinha maldosa: esperavam um filme decente com estes nomes- Ashton Kutcher, Demi Moore, Heather Graham, Lindsay Lohan e Sharon Stone?
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publicado por Fernando Oliveira | Sábado, 03 Fevereiro , 2007, 20:26

“Da Vida das Marionetes”
1980; Alemanha Federal, Suécia; 104min; Cor, Preto e Branco
Real: Ingmar Bergman
Com: Robert Atzom, Martin Benrath, Christine Buchegger.



Peter Egermann vive atormentado por um mesmo sonho. Nesse sonho ele sente uma vontade indomável de matar a mulher; perturbado por este desejo consulta o seu amigo psiquiatra Mogens Jensen, mas este não é capaz de o ajudar de forma satisfatória...

O que dizer deste filme? Não sinto que lhe consiga fazer justiça por mais que escreva ou fale sobre ele. Por isso mesmo deixo, antes que comecem a ler, e desde já, a recomendação: procurem-no, vejam com atenção, e disposição, porque não é um filme “fácil”.


Agora que já tratei do “disclaimer” posso avançar com uma pequena reflexão.
Quem são as “Marionetes” do título? Uma breve reflexão sobre os momentos crucias deste filme leva-nos a uma conclusão: Todos nós. Manipulados pelos nossos medos, contradições e obsessões, assim se movem as personagens deste filme de Bergman, fazendo a ponte para as obsessões e receios de toda a Humanidade. Usando apenas três personagens, uma delas nem sequer central, mas essencial para o desenlace inicial/final (já explico), Bergman consegue retratar os pensamentos recorrentes mais escuros e perturbantes da Humanidade.

Medo, Obsessão, Contradição e Conflito Interno. São estas as sensações que perpassam da película para o espectador. Egermann vive atormentado com o desejo de matar a mulher mas, os sentimentos que tem por ela e o sentido de responsabilidade e decência imposto por uma educação Ocidental impede-o de o fazer. Tim, o companheiro homossexual de trabalho da esposa de Egermann vive apavorado com a decadência imposta pelos anos e em eterno conflito interno por desejar conforto e apoio emocional, mas passar as noites em bares a engatar tudo o que mexe.
Porquê inicial/final, o desenlace? Pela escolha do cineasta em nos apresentar a estória numa sequência temporal não linear, com prólogo e epílogo, e tendo no meio os eventos que precedem e pós cedem esse evento central, que não vou revelar. A destacar a escolha pela cor nesse mesmo evento central e o preto e branco no miolo do filme. Não posso também deixar de referir o minimalismo absoluto que é escolhido para mostrar o sonho de Egermann ao espectador, destacando-se aqui a beleza do branco-vazio que abraça os dois corpos e centra toda a atenção do espectador nas personagens e na sensação de desespero que transpira da interpretação de Robert Atzom (Egermann).
p.s.- Desculpem não encontrar imagens maiores, mas arrebanhar estas já foi uma sorte...
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