O Filme. O Trailer. O Poster. O Video-Clip. O Actor. A Actriz. O Realizador. Cinema enquanto passatempo, paixão e vício.
publicado por Fernando Oliveira | Segunda-feira, 11 Fevereiro , 2013, 18:17

Para produzir um filme são necessários muitos meios. Humanos, técnicos, financeiros. Para produzir um épico de acção ou qualquer filme que recorra a equipamento militar as necessidades de produção aumentam exponencialmente.

 

Desde sempre que Hollywood procurou o apoio das Forças Armadas Americanas na produção do seu cinema, baixando os custos de produção, acertando pormenores técnicos que, de outra forma dificilmente seriam verosímeis, e contando com figuração barata. Uma colaboração sempre dependente da aprovação do que é dito e feito na tela pelos protagonistas.

 

Este artigo fornece uma visão interessante do que têm sido os mais recentes capítulos dessa colaboração frutífera.


publicado por Fernando Oliveira | Quarta-feira, 06 Fevereiro , 2013, 13:00

É cinema? É televisão? Nem um, nem outro. É uma série de ficção protagonizada por Kevin Spacey, remake do inglês da BBC, adaptado de um romance.

 

Francis Underwood é um congressista norte-americano, político profissional, calejado de mais de 20 anos no cargo, senhor de influências e segredos sobre muitos dos companheiros de partido.


publicado por Fernando Oliveira | Terça-feira, 12 Junho , 2012, 18:54

Eric Packer é um prodígio da finança. Aos 28 anos é um dos mais ricos homens do meio e hoje decidiu que quer atravessar uma cidade de Nova Iorque invadida por uma comitiva presidencial apenas e só porque quer um corte de cabelo.

 

 

Não sou um conhecedor profundo da obra de David Chronenberg. De acordo com o que li, e o pouco que vi, a sua carreira de autor sempre se focou mais no que se designa como “body-horror”, um questionamento dos limites do corpo humano, a própria questionação de o que é o corpo humano e para que serve. No entanto é óbvio que nos anos mais recentes, coincidindo com o que tenho visto de forma mais atenta, este foco de pesquisa se tem deixado de ocupar da habitação física para questionar na mesma medida aquilo que nos faz mover. Não somos apenas um aglomerado de carne e ossos à espera da decomposição da matéria em estado inerte e tem de haver algo mais que nos propulsiona. Uma vontade, um condicionamento, um pensamento. “Uma História de Violência” e “Um Método Perigoso” analisam estes assuntos.

 

 

“Cosmopolis”, no entanto, não se ocupa apenas da alma de um indíviduo e analisa um meio de vida, a praxis e o ethos de um mundo muito específico. Baseado, e diz-se mesmo transposto quase literalmente para o grande ecrã, na obra homónima de Don Dellilo, Cosmopolis apresenta-nos em Eric Packer uma personagem central como avatar do mundo da especulação financeira e, de um modo mais abrangente, do Capitalismo Predatório que tomou conta do mundo a partir dos anos 80. Gordon Gekko dizia que a “Ganância é Boa” e levámos esta afirmação à letra, não tratando de a interpretar através da prisão e derrota do protagonista de “Wall Street” (Oliver Stone, 1987). Este sentimento foi deixado à solta, tomado como o sinal saudável de uma sociedade saudável e em evolução e, como resultado, o mundo implodiu sob o seu peso.

 

 

Divago. Voltando ao filme. Como já referi, Eric Packer é-nos apresentado como um avatar do mundo da finança moderna, uma indústria que apenas marginalmente pode ser considerada como tal e as pistas são-nos dadas ao longo do filme. Citações como “o dinheiro perdeu a sua narrativa”, tornou-se um bem abstracto, interdependente com a ciber-existência simbolizada no interior ultra-moderno da limusina do magnata. Um interior que não deixa de evocar o isolamento com o resto do mundo, insonorizando-o ao mesmo tempo que coloca o seu ocupante num trono, uma pequena sala real onde vai recebendo os seus mais próximos súbditos-colaboradores e onde é mesmo alvo de uma consulta de rotina. Tudo bem organizado para que o espectador não se esqueça que o que vê é nada menos que um rei atravessando um domínio a seu bel-prazer. Não se trata, no entanto, de uma figura régia vinda da história antiga. Não possui o que se pode caracterizar como as qualidades de uma figura vinda de uma educação clássica e, como tal, comporta-se como todos os representantes do “Novo Dinheiro”, dando simultaneamente novas pistas para uma caracterização do Capitalismo Moderno: não hesita em insistir para lá do razoável em comprar um mosteiro inteiro apenas porque gosta das pinturas que alberga, mantém a farsa de um casamento com uma herdeira de uma fortuna de família, o “Dinheiro Antigo” que parece sempre reflectir alguma respeitabilidade e evidencia a arrogância do sentimento de posse apenas por si próprio quando se refere a um antigo bombardeiro soviético obsoleto que adquiriu e mantém num hangar “é meu, passo lá para o ver”.

 

Nesta altura já o espectador se questiona de onde vem e qual a dimensão desta fortuna. Pois bem, Eric Packer é um jogador de casino. Típica actividade do Capitalismo Predatório, Eric aposta e gere um fundo que joga sobre as variações de mercado de unidades monetárias. Durante o filme o que lhe dá mais problemas e irá mesmo consumir uma parte considerável da fortuna é o yuan, a moeda da China. E é a partir daqui, do desaparecimento de uma fortuna em menos de um dia que verificamos a capacidade auto-destrutiva de Eric, novamente reflectida em todos os seus pares. A viagem através da cidade não passou de um pretexto para uma necessidade de sentir uma ligação ao mundo que o gerou, sendo o barbeiro um amigo do pai, mas nem isso já o consegue mover “tornei-me indiferente”, afirma a certo ponto. No entanto, não é essa a tragédia que Cronenberg acaba por nos apresentar. Ao repetir ao longo do filme a insistência de Eric em ser analisado diariamente por médicos, e a sua surpresa por uma assimetria em particular, o realizador chama-nos a atenção para o próprio desconhecimento que a personagem tem de si. Não só um desconhecimento primordial, mas também um estranhamento adquirido, incapaz já de se reconhecer. Algo que é ainda mais evidenciado quando, perto do final, alguém lhe exclama, e por arrasto a todo o Capitalismo, “queria que me salvasses”, uma evidência não só do estranhamento mas também do desespero e da desilusão.

 

Denso e capaz de capaz de despoletar no espectador uma série de reflexões sobre o mundo em que vivemos, com os seus longos diálogos enquadrados por uma realização que não faz da distracção visual uma arma, Cosmopolis não será um filme fácil para o público mais habituado a ver o seu protagonista em outros papeís. O que poderia ser uma limitação, dadas as dificuldades expressivas já conhecidas de Robert Pattinson, acaba por funcionar em favor da caracterização externa desta personagem, Eric Packer é frio e calculista, um Gordon Gekko para o século XXI.

 

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publicado por Fernando Oliveira | Sexta-feira, 08 Junho , 2012, 01:49

Financiado por uma corporação, um grupo de cinetistas testa a veracidade da sua teoria da criação humana por uma raça de criaturas extra-terrestres.

Muito resumidamente, esta pode ser a descrição do mais recente filme de Ridley Scott, Prometheus. Outra descrição, muito mais bombástica, seria “é a prequela do Alien!”. Uma estratégia de comunicação que não foi utilizada pelos produtores, e em boa hora assim foi decidida. Ridley Scott sempre se mostrou evasivo quanto a esta questão e, de facto, pouco há em comum com a obra-prima que nos apresentou em 1979. Sim, é uma prequela, mas apenas de forma lateral ou seja, passa-se no mesmo universo narrativo mas é uma estória diferente com muitos pontos de contacto.



Prometheus mantém as marcas de produção visual de Ridley Scott. Um design impecável e uma atenção ao detalhe quase doentia. Apenas a criação de ambientes sai  prejudicada pela decisão de filmar em 3-D. Todo o ar sombrio e ameaçador da Nostromo é agora substituído por uma nave exageradamente iluminada e anacronicamente mais bem apetrechada que o meio de transporte de Ripley e companhia. Um fenómeno conhecido como “Paradoxo Ameaça Fantasma” que tem tendência a ocorrer sempre que se decide fazer uma prequela algumas décadas depois do original.

Mas voltemos ao filme em questão. A data de estreia acaba por se revelar coerente com a estrutura e desenvolvimento. Estamos na presença de um bom filme de entretenimento, quase um blockbuster de Verão, com um ritmo bastante veloz no entanto com pouco espaço para criar uma atmosfera onde o espectador se possa ambientar. Honra seja feita aos minutos iniciais no planeta Terra e às cenas de apresentação do andróide David (grande Michael Fassbender). A partir do momento em que a tripulação acorda, segurem-se bem, porque vêm aí os pontos essenciais da narrativa e vão ter de se recordar deles. Não atingindo níveis catastróficos, os diálogos ocupam-se apenas de ser funcionais com poucas pretensões além disso, uma das desvantagens de ter demasiadas personagens num período de tempo limitado, sendo que algumas delas são absolutamente desnecessárias (sim estou a falar de ti, Charlie Holloway).

Confrontados com a oportunidade de buscar o Criador, devemos fazê-lo? Questioná-lo? Porque estamos aqui, o que existe além? E se não gostarmos da resposta que temos a ouvir? E se não existir resposta? Não são questões novas a aparecer no mundo da ficção ciêntifica. Star Trek – O Filme (1979, Robert Wise) coloca as mesmas questões e parece-me, de uma forma mais elaborada e completa que esta concretização de Prometheus. E, sobretudo, de forma menos previsível.

P.s.- o significado de Prometheus vai além do nome da nave espacial e da referência à cultura Clássica. Revelá-lo seria um enorme spoiler, mas a sua busca interpretativa é um dos maiores prazeres deste filme.


publicado por Fernando Oliveira | Terça-feira, 27 Março , 2012, 19:18

Além de vários problemas durante a rodagem, que incluíram mesmo uma paragem de filmagens para se pudesse fazer sentido do argumento (a sério), a produção do filme decidiu castigar-nos com um tema musical que nos faz ter saudades do original de Will Smith. Está aqui, mas é apenas recomendado a fãs acérrimos de hip-hop ou pessoas sem o dom da audição.

o Josh Brolin acabou de ouvir a música em causa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Se bem que este título, "Back in Time", recorda-me qualquer coisa...

  

 

 

 


publicado por Fernando Oliveira | Segunda-feira, 26 Março , 2012, 18:22

Margaret Thatcher foi primeira-ministro de Inglaterra de 1979 a 1990. Filha de um merceeiro, presenciou os bombardeamentos Nazis na Segunda Guerra Mundial e teve uma subida a pulso no masculino mundo da política britânica. Os seus mandatos ficaram marcados por uma determinação obstinada e quase cruel que lhe valeram o epíteto de “A Dama de Ferro”. É, a par de Ronald Reagan, responsável pela implementação de políticas económicas de liberalização de mercados que originaram o que consideramos como Capitalismo Moderno.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Sabemos hoje que Margaret Thatcher é uma das responsáveis indirectas pelo cataclismo financeiro e social que nos assola desde 2008, através de políticas orientadas para a desregulação de mercados financeiros e a crescente destruição do estado-providência construído no pós-Segunda Guerra. No entanto, estes episódios são apenas aludidos brevemente em toda a duração do filme. Poderíamos estar perante uma opção ideológica da realizadora Phillyda Loyd, mas não nos parece que esse seja o caso.

Meryl Streep é fantástica. As recentes cerimónias de entregas de prémios da indústria cinematográfica têm-na sagrado como “o” ponto positivo do filme e não se enganam. Os mais de quarenta anos de interpretação de Maggie que lhe couberam em responsabilidade transformam-se em momentos hipnotizantes em que a actriz se perde por completo nos maneirismos, no excelente trabalho de caracterização e ainda na voz de Margaret Thatcher. Infelizmente o investimento visual no filme passa por pouco mais que a maquilhagem em Meryl Streep. Se é verdade que este ganhou mesmo um Oscar, não deixa de ser verdade que os planos de reacção a manifestações se tornam repetitivos pela incapacidade de as reproduzir para além das imagens de arquivo, assim como a montagem que pretende representar os anos de ouro do consulado Thatcher (a dança com Reagan e Mandela) se torna transforma em algo absolutamente patético e revelador da má opção de abraçar a vida inteira da biografada como matéria de trabalho.  A verdade é que este biopic segue o caminho de muitos estreados em anos recentes sobre figuras mediáticas dos últimos anos do século XX, como “A Raínha” e “Frost/Nixon”, mas não da maneira que esperaríamos. Enquanto estes dois optam por tomar apenas uma parcela particularmente relevante de uma vida para a apresentar, A Dama de Ferro acaba por se dispersar em vários episódios. Esta opção é mantida através das recordações da actual Thatcher, enquanto mantém um longo diálogo com o fantasma do marido. Tendo em conta a reputação inabalável da ex--primeiro-ministro, a escolha de uma via humanizante não deixa de ser desconcertante. Mas talvez ainda mais estranho seja a forma como Margaret Thatcher nos é, a dada altura, dada como exemplo do feminismo, passando a ideia de que na mente da argumentista Abi Morgan basta apenas ser-se uma mulher poderosa num mundo de homens para inspirar jovens, não havendo qualquer pensamento ou ideologia que a sustente. Uma inquietação que nos acompanha muito para além do final da película: afinal qual era a ideologia Thatcher? É-nos dada em pinceladas muito largas, quase tão caricaturais como a representação que cabe aos seus opositores políticos – todos homens, todos com um discurso inflamado.

Tal como Maggie diz ao seu médico que hoje em nos preocupamos demasiado com sentimentos e não com pensamentos, também nos parece que este “A Dama de Ferro” se preocupa demasiado em tentar passar a estória de uma mulher vitoriosa num mundo de homens e se esquece de qual foi o papel que Thatcher verdadeiramente representou no mundo actual.

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publicado por Fernando Oliveira | Segunda-feira, 26 Março , 2012, 17:43

publicado por Fernando Oliveira | Quarta-feira, 29 Junho , 2011, 17:38

Que o Michael Bay é o Anticristo já todos sabemos. O que faz dele o Filho do Impuro também: montagem vertiginosa inducente de epilepsia; explosões; diálogos inacreditavelmente maus; mais explosões; enredos com a profundidade de uma poça de água após dois dias de evaporação; ainda mais explosões; uma estética desenvolvida com o intuito de provocar erecções em adolescentes hiper-activos; já falei nas explosões?

 

 

 

Mas agora a GQ americana decidiu publicar uma História Oral do percurso do Rebento de Satanás, coligindo várias declarações do próprio, de colaboradores, sejam eles actores, argumen (não posso! a sério?!), argumentistas, produtores e esbirros variados.

 

A totalidade está aqui, mas deixo alguns destaques reveladores da figura:

 


We must have blown something up every day.


I don't change my style for anybody. Pussies do that.


Michael poked his head [into a meeting] to say hello and started telling me about his next project, a movie called Transformers. And I go "Transformers? Like the cartoon from the '80s?" and he's like "Yeah, yeah," and he's all excited about it. And I was thinking, This is the worst idea ever.

 

 Five thousand gallons of gasoline. Probably one hundred sticks of dynamite. You only see that stuff in Michael Bay movies. Nobody else does that stuff.

 

In terms of negative attention, I think that's overblown. The audiences loved the movie. Whether critics did or not, that's another story, but the movie played and ended up grossing over $400 million.


My wife tries to limit my outings with him

Some nights I sleep like a baby. Other nights it's, Oh God, I just came up with a bomb shot.


We all have tried over the years to anticipate what [he wants], but after a certain point you get tired of being told you're dumb.

 

 


publicado por Fernando Oliveira | Quarta-feira, 22 Junho , 2011, 18:26

Não costumo prestar muita atenção ao cinema de horror actual, toda a maquinaria está direccionada para litros de sangue a jorrar livremente depois de várias cenas de tortura bastante gráfica, normalmente inflingida a personagens-tipo, sem qualquer tipo de profundidade, mas este filme chamou-me a atenção.

 

Não pelo trailer, mas pela promessa de regresso de Mark Hamill. Isso mesmo, o Luke Skywalker.

 

 

 

P.s.- sim, o trailer tem muito mau aspecto.

 

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publicado por Fernando Oliveira | Quarta-feira, 15 Junho , 2011, 16:22

É um novo Tarantino!

 

 

Não, não é uma action figure com o olhar arrepiante e vagamente ameaçador que o realizador de Cães Danados apresenta nesta fotografia, mas sim um novo filme de QT!

 

A data de estreia de Django Unjained de ser revelada pela produtora Weinstein Company e é, nada mais, nada menos, que 25 de Dezembro de 2012. Porque quando pensamos em Cinema de Natal, a mais óbvia ligação que fazemos é com um western passado no Sul dos Estados Unidos sobre um ex-escravo que se lança numa fúria vingativa contra os seus antigos donos...

 

Ainda não há certezas quanto ao elenco, mas alguns dos nomes segredados na torrente de rumores são Christoph Waltz, Leonardo DiCaprio e Samuel L. Jackson.


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