O Filme. O Trailer. O Poster. O Video-Clip. O Actor. A Actriz. O Realizador. Cinema enquanto passatempo, paixão e vício.
publicado por Fernando Oliveira | Domingo, 05 Agosto , 2007, 15:32
“Paranóia”
De: D.J. Caruso
Com: Shia Laboeuf, David Morse, Sarah Roehmer
104 min; EUA, Cor, 2007


Kale é um jovem em prisão domiciliária, e descobre que ao vigiar a vizinhança através das janelas de casa consegue atenuar o tédio de estar fechado em casa durante os meses de Verão.

Tenho uma paranóia em relação aos “remakes”: tenho sempre receio de os ver, porque o original já era bom e não havia necessidade de lhe mexer e, como se costuma dizer- “Don't fuck with the Classics!” No entanto, em relação a este “Disturbia” as minhas esperanças estavam algo positivas porque o trailer tem bom aspecto, o Shia Laboeuf confirma-se como bom actor, “The Next Big Thing” provavelmente, e o David Morse é o David Morse, nunca desilude naquele seu estilo estou-mal-disposto-e-lixo-a-vida-a-quem-se-meter-comigo.

Mas comecemos pelo inicio. Kale (Laboeuf) perde o pai num acidente de viação na viagem de regresso depois de uma ida à pesca e, diga-se de passagem, é capaz de ser o acidente de viação mais estúpido que já vi no Cinema. A partir daí o jovem, fruto de uma relação próxima com o pai, passa a ferver em poiuca água quando alguém invoca o nome do sacrossanto progenitor. Corta para a aula de Espanhol quando o azarado professor resolve clamar pelo pai do protagonista e acaba por levar com um punho nos queixos como resposta. Sentem-se numa sala de cinema? Neste momento eu pensei que estava em casa, a assistir a um qualquer telefilme de sábado à tarde que assenta na grande temática dos jovens perturbados com a ausência de figuras paternais. Em frente, no entanto...
D.J. Caruso é um realizador com mais experiência no mundo da televisão que no do cinema. Infelizmente para o espectador, este pormenor é por demais evidente. São poucos os planos que nos lembram que, afinal de contas, é um filme que estamos a ver. Sendo este filme uma recontextualização de “Janela Indiscreta”, era expectável a tentativa de reproduzir os momentos em que Hitchcock era especialista: “o suspense”, o piscar de olho subtil ao espectador, sugerindo que alguma coisa estava para acontecer, sem nunca revelar demasiado e mantendo a respiração do filme em modo ofegante (ver a mítica cena da chegada dos Pássaros à escola). Não existe em “Paranóia” uma sequência, uma cena, um frame em que o espectador sinta algo de levemente próximo. Para um filme que é vendido como thriller, é algo digno de nota...
No entanto, o filme fará sucesso entre as camadas mais jovens. Tem os estereótipos perfeitos do género teen movie: o jovem perturbado; a gaja boa e hiperconfiante mas que até tem coração; e o melhor amigo disposto a fazer quase tudo pelo protagonista.

Previsível e aborrecido (apeteceu-me sair da sala a meio do filme), Shia Laboeuf e David Morse são mesmo os pontos positivos neste filme, o mais jovem a confirmar as boas indicações que tinha deixado em “Transformers” e o mais velho a cumprir o que faz normalmente, com destaque para o seu penteado “à Santana Lopes”.

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