O Filme. O Trailer. O Poster. O Video-Clip. O Actor. A Actriz. O Realizador. Cinema enquanto passatempo, paixão e vício.
publicado por Fernando Oliveira | Segunda-feira, 29 Dezembro , 2008, 19:20

No inicio de “Boa Noite e Boa Sorte” vemos um discurso de Edward R. Murrow advertindo para uma vigilância ao papel social da televisão, não nos pode isolar do mundo através do entretenimento inconsequente, avisa o jornalista. Estávamos em 1958, mas o paralelismo entre os eventos retratados no filme de George Clooney e a realidade americana do passado muito recente não pára aqui. O ambiente de terror instituído pelas esferas de poder e acusações infundadas lançadas aos mais diversos opositores nos anos '50 é representado pelo Senador Joseph McCarthy e pelo Comité de Actividades Anti-Americanas, sempre pronto a lançar o epíteto de “Comunista” a quem quer que se lhe opussesse. Vidas foram destruídas, carreiras interrompidas, mesmo a indústria do cinema não escapou ao ambiente de paranóia vislumbrado na “Ameaça Vermelha”. Este clima de divisão maniqueísta é realçado pela opção estética do preto e branco, visão do “nós contra eles” a que os fundamentalismos não têm medo de recorrer.


 


O filme é um exemplo do que o Cinema ainda pode ser quando não tem medo de falar de temas que não apelem apenas à faixa etária mais jovem, mas falemos agora da edição DVD.
Em substituição do tradicional anuncio da Associação Portuguesa de Editores de Videogramas, advertindo contra os malefícios da pirataria digital, somos brindados com três trailers de filmes completamente díspares assim que colocamos o disco no leitor. Estará a Prísvideo a ignorar a luta constante que se deve manter contra as cópias não autorizadas? Não temos forma de saber, mas a inclusão de publicidade a outros lançamentos da editora trás à memória as edições em formato VHS dos clubes de vídeo, que nos informavam de outros filmes disponíveis. O conteúdo dos extras não é animador: o anunciado documentário de produção, apesar de bem conseguido, tem apenas 15 minutos e não há comentários do realizador. Pelo menos não chegamos ao ridículo de anunciar como “Extra” os menus interactivos do dvd...


 

 


 

* Critica dvd publicada na edição de 25 de Novembro do Jornal Universitário A Cabra
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