O Filme. O Trailer. O Poster. O Video-Clip. O Actor. A Actriz. O Realizador. Cinema enquanto passatempo, paixão e vício.
publicado por Fernando Oliveira | Terça-feira, 31 Julho , 2007, 22:29
“Os Simpsons- O Filme”
De: David Silverman
Vozes: Dan Castellaneta, Harry Shearer, Nancy Cartwright, Yeardley Smith, Julie Kavner.


Homer apaixona-se por um porco e o resto do filme desenvolve-se naturalmente a partir daí... (Foi o Matt Groening que definiu assim o filme numa entrevista ao Jon Stewart e eu não conto mais nada!)

“É um episódio com uma hora e meia!” É esta frase que mais se lê na “interweb” quando se pretende denegrir esta primeira longa-metragem Simpsoniana... E a resposta esperada é: sim, é um episódio de hora e meia... e, sim, há algo de mal com isso, mas não muito. Apesar de terem decrescido de qualidade nas ultimas temporadas, nunca os “Simpsons” chegam ao nível de “suckiness” de um episódio de “American Dad”.
Mas divago... Porque é que é menos bom ser apenas um episódio de hora e meia? Porque talvez que de cada vez que ajeitamos a região glútea numa cadeira de cinema esperamos ver algo de diferente, inovador, tem sido assim desde que dois irmãos franceses apresentaram uma série de curtas-metragens documentais num café parisiense... No entanto, tratando-se de um episódio dos Simpsons com hora e meia, é inevitável não pensar: “Uau, um episódio dos Simpsons com uma hora e meia!!” Sim, é sempre bastante divertido ver as aventuras desta família amarela e esta longa-metragem não escapa à regra. Os gags sucedem-se a um ritmo vertiginoso e com um rácio punchline/gargalhada assombroso. É de facto impressionante verificar a quantidade de piadas que acertam na mouche, provando que existe mais na comédia norte-americana que o binómio Teen Movie/Escatologia. No entanto, convém ter algum conhecimento da cena político-social norte-americana para apreciar devidamente todas as piadas (é exemplo disto uma referência do Presidente Schwarzenegger aos serões com a família Kennedy).


Como se costuma dizer no mundo do desporto: “Em equipa que ganha não se mexe!” e o aforismo é aqui levado muito a sério. Ou quase. Apesar de não haver uma evolução acentuada na maioria das personagens algumas nuances são notórias, tais como: SPOILER, SPOILER SPOILER SPOILER ou SPOILER SPOILER, SPOILER.
Vísivel neste filme é também a evolução e novas tecnologias na animação. Apesar de o 2-D pomposamente anunciado não ser atirado às urtigas, é facilmente identificável o movimento mais cinematográfico, principalmente nos cenários de fundo.

Não desilude, mas também não surpreende muito. A destacar o momento genial de paródia à FOX, mas este momento teve já a sua origem na série.
Não deixa de ser bom este filme, mas não é uma variação muito larga do que já a série de televisão, levando um atento Homer Simpson a exclamar, logo no início: “Porque havemos de pagar para ver uma coisa que já temos à borla na televisão?! Quem pagou para ver este filme é um idiota!” Nada mais do que o bom velho humor subversivo que celebrizou este família amarela ao longo dos seus vinte anos de existência.


P.S.- acho que é a primeira crítica que escrevo com a palavra “rácio”... e “binómio”...


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