O Filme. O Trailer. O Poster. O Video-Clip. O Actor. A Actriz. O Realizador. Cinema enquanto passatempo, paixão e vício.
publicado por Fernando Oliveira | Quarta-feira, 06 Fevereiro , 2008, 16:02


Ora bem, então por qual dos lugares comuns é que se deve iniciar esta crítica? “O Melhor Realizador de Todos os Tempos”; “Obcecado pelo Controlo”; “Perfeccionista”; “Frio e Não-Emocional”. A verdade é que qualquer que seja o cliché cansado e tantas vezes repetido em ínumeras ocasiões, não deixa de reflectir alguma verdade sobre Stanley Kubrick.

Sim, ele é um dos melhores realizadores de sempre, não faltam colegas bem famosos a louvar-lhe a categoria do trabalho. Sim, controlava todos os aspectos da produção em qualquer filme que estivesse envolvido. Sim, apenas a mais absoluta perfeição no mais ínfimo pormenor o contentava (Tom Cruise e Sidney Pollack que o digam, levaram três semanas para gravar uma cena!). E sim, mantém sempre uma certa distância em relação à matéria que filma, a tal emoção tão grata a outros cineastas não tem grande lugar na obra Kubrickiana.
Antes de escrever sobre a qualidade desta edição DVD, convém antes salientar uma falha. “Barry Lyndon”, filme de 1975, não está presente neste pack e a sua ausência é um pouco díficil de compreender, ainda para mais estando na linha cronológica desta colectânea.
Se é esta a pecha, o que dizer do resto? São cinco os filmes de Kubrick nesta edição, todos em edição especial de dois discos cada, perfazendo o total de dez dvd, com horas de extras. No material extra podemos encontrar o documentário biográfico “A Life in Pictures”, mais de duas horas com entrevistas a familiares, amigos e colaboradores do realizador americano. Além deste bom-bom praliné com o recheio que mais acharem saboroso, todos os outros filmes contam com fórmula semelhante: Multiplos documentários, mais curtos é certo, entrevistas e testemunhos de outros realizadores que, de uma maneira ou de outra, se sentem influenciados pela obra de Kubrick.

E sim, a angústia termina quando se exploram os extras de “2001: Uma Odisseia no Espaço”: o significado do Monólito Negro é explicado pelo co-autor do argumento.

(* texto publicado na edição de 5 Fevereiro do Jonal Universitário A Cabra)

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