O Filme. O Trailer. O Poster. O Video-Clip. O Actor. A Actriz. O Realizador. Cinema enquanto passatempo, paixão e vício.
publicado por Fernando Oliveira | Sábado, 22 Setembro , 2007, 23:06
A Premiere portuguesa vai ser descontinuada. A noticia já tem uma semana, mas tenho algumas considerações a fazer e este é o momento certo para as escrever.

Parte da grande família de Premieres internacionais, o que era a versão portuguesa desta revista de cinema?
Quando há oito anos atrás a revista apareceu, corri a comprá-la e mantive-me leitor assíduo durante muito tempo no entanto, à medida que o meu conhecimento sobre Cinema e comecei a consultar de forma mais regular sites internacionais de outras publicações de qualidade (Empire, Total Film, Rolling Stone), senti a nossa pequena Premiere a ser cada vez mais pequena. As noticías publicadas tinham já quase um mês de existência, os erros factuais eram inadmissívelmente muitos e as críticas tinham o típico toque português ("tomem lá a minha erudição enorme, não quero saber se vocês percebem do que estou a pensar ou não"). Deixei de a comprar no ano passado. Lembro-me que o momento decisivo para o divórcio foi mesmo uma edição no Verão passado, em que a capa era mais um destaque a uma entrevista traduzida de uma das versões internacionais, já não consigo precisar qual, e pensei: mas nós também temos uma pequena indústria cinematográfica, porque será que não pode ser ela alvo de destaques numa revista de Cinema publicada para os leitores portugueses? Decidi não a comprar mais a partir desse momento e ler noticías e críticas a partir da internet.

Agora temos a notícia de que não mais verei nos escaparates a "nossa" Premiere (devidamente traduzida da versão americana) e não posso deixar de sentir uma certa nostalgia. Não, não era grande coisa, mas sempre era ALGUMA coisa, é este o sentimento de toda a gente com quem tenho partilhado esta conversa.

E ficámos a saber pormenores da vida da revista: uma redacção com apenas três repórteres, impressão feita em Espanha para ser mais cost-effective aos cofres da empresa.

É o fim de uma revista com as suas (muitas) imperfeições, mas que era a única da especialidade publicada no nosso país e que servia como bom ponto de partida para qualquer pessoa interessada em Cinema. A devida vénia aos bons momentos e o desejo de de uma boa Eternidade nesse local para onde vão as coisas publicadas que já não fazem parte do nosso quotidiano. Outubro verá a sua ultima edição.

P.S. Acabo de visitar o site da Premiere portuguesa e confirma-se o que José Vieira Mendes tinha já dita a versão on-line do Sol: o site também acaba, ao contrário do que aconteceu nos Estados Unidos, e temos já o lacónico comunicado do Media Group responsável pela gestão do título em Portugal.

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