O Filme. O Trailer. O Poster. O Video-Clip. O Actor. A Actriz. O Realizador. Cinema enquanto passatempo, paixão e vício.
Por Fernando Oliveira | Terça-feira, 27 Março , 2012, 19:18

Além de vários problemas durante a rodagem, que incluíram mesmo uma paragem de filmagens para se pudesse fazer sentido do argumento (a sério), a produção do filme decidiu castigar-nos com um tema musical que nos faz ter saudades do original de Will Smith. Está aqui, mas é apenas recomendado a fãs acérrimos de hip-hop ou pessoas sem o dom da audição.

o Josh Brolin acabou de ouvir a música em causa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Se bem que este título, "Back in Time", recorda-me qualquer coisa...

  

 

 

 


Por Fernando Oliveira | Segunda-feira, 26 Março , 2012, 18:22

Margaret Thatcher foi primeira-ministro de Inglaterra de 1979 a 1990. Filha de um merceeiro, presenciou os bombardeamentos Nazis na Segunda Guerra Mundial e teve uma subida a pulso no masculino mundo da política britânica. Os seus mandatos ficaram marcados por uma determinação obstinada e quase cruel que lhe valeram o epíteto de “A Dama de Ferro”. É, a par de Ronald Reagan, responsável pela implementação de políticas económicas de liberalização de mercados que originaram o que consideramos como Capitalismo Moderno.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Sabemos hoje que Margaret Thatcher é uma das responsáveis indirectas pelo cataclismo financeiro e social que nos assola desde 2008, através de políticas orientadas para a desregulação de mercados financeiros e a crescente destruição do estado-providência construído no pós-Segunda Guerra. No entanto, estes episódios são apenas aludidos brevemente em toda a duração do filme. Poderíamos estar perante uma opção ideológica da realizadora Phillyda Loyd, mas não nos parece que esse seja o caso.

Meryl Streep é fantástica. As recentes cerimónias de entregas de prémios da indústria cinematográfica têm-na sagrado como “o” ponto positivo do filme e não se enganam. Os mais de quarenta anos de interpretação de Maggie que lhe couberam em responsabilidade transformam-se em momentos hipnotizantes em que a actriz se perde por completo nos maneirismos, no excelente trabalho de caracterização e ainda na voz de Margaret Thatcher. Infelizmente o investimento visual no filme passa por pouco mais que a maquilhagem em Meryl Streep. Se é verdade que este ganhou mesmo um Oscar, não deixa de ser verdade que os planos de reacção a manifestações se tornam repetitivos pela incapacidade de as reproduzir para além das imagens de arquivo, assim como a montagem que pretende representar os anos de ouro do consulado Thatcher (a dança com Reagan e Mandela) se torna transforma em algo absolutamente patético e revelador da má opção de abraçar a vida inteira da biografada como matéria de trabalho.  A verdade é que este biopic segue o caminho de muitos estreados em anos recentes sobre figuras mediáticas dos últimos anos do século XX, como “A Raínha” e “Frost/Nixon”, mas não da maneira que esperaríamos. Enquanto estes dois optam por tomar apenas uma parcela particularmente relevante de uma vida para a apresentar, A Dama de Ferro acaba por se dispersar em vários episódios. Esta opção é mantida através das recordações da actual Thatcher, enquanto mantém um longo diálogo com o fantasma do marido. Tendo em conta a reputação inabalável da ex--primeiro-ministro, a escolha de uma via humanizante não deixa de ser desconcertante. Mas talvez ainda mais estranho seja a forma como Margaret Thatcher nos é, a dada altura, dada como exemplo do feminismo, passando a ideia de que na mente da argumentista Abi Morgan basta apenas ser-se uma mulher poderosa num mundo de homens para inspirar jovens, não havendo qualquer pensamento ou ideologia que a sustente. Uma inquietação que nos acompanha muito para além do final da película: afinal qual era a ideologia Thatcher? É-nos dada em pinceladas muito largas, quase tão caricaturais como a representação que cabe aos seus opositores políticos – todos homens, todos com um discurso inflamado.

Tal como Maggie diz ao seu médico que hoje em nos preocupamos demasiado com sentimentos e não com pensamentos, também nos parece que este “A Dama de Ferro” se preocupa demasiado em tentar passar a estória de uma mulher vitoriosa num mundo de homens e se esquece de qual foi o papel que Thatcher verdadeiramente representou no mundo actual.

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Por Fernando Oliveira | Segunda-feira, 26 Março , 2012, 17:43

Por Fernando Oliveira | Quarta-feira, 29 Junho , 2011, 17:38

Que o Michael Bay é o Anticristo já todos sabemos. O que faz dele o Filho do Impuro também: montagem vertiginosa inducente de epilepsia; explosões; diálogos inacreditavelmente maus; mais explosões; enredos com a profundidade de uma poça de água após dois dias de evaporação; ainda mais explosões; uma estética desenvolvida com o intuito de provocar erecções em adolescentes hiper-activos; já falei nas explosões?

 

 

 

Mas agora a GQ americana decidiu publicar uma História Oral do percurso do Rebento de Satanás, coligindo várias declarações do próprio, de colaboradores, sejam eles actores, argumen (não posso! a sério?!), argumentistas, produtores e esbirros variados.

 

A totalidade está aqui, mas deixo alguns destaques reveladores da figura:

 


We must have blown something up every day.


I don't change my style for anybody. Pussies do that.


Michael poked his head [into a meeting] to say hello and started telling me about his next project, a movie called Transformers. And I go "Transformers? Like the cartoon from the '80s?" and he's like "Yeah, yeah," and he's all excited about it. And I was thinking, This is the worst idea ever.

 

 Five thousand gallons of gasoline. Probably one hundred sticks of dynamite. You only see that stuff in Michael Bay movies. Nobody else does that stuff.

 

In terms of negative attention, I think that's overblown. The audiences loved the movie. Whether critics did or not, that's another story, but the movie played and ended up grossing over $400 million.


My wife tries to limit my outings with him

Some nights I sleep like a baby. Other nights it's, Oh God, I just came up with a bomb shot.


We all have tried over the years to anticipate what [he wants], but after a certain point you get tired of being told you're dumb.

 

 


Por Fernando Oliveira | Quarta-feira, 22 Junho , 2011, 18:26

Não costumo prestar muita atenção ao cinema de horror actual, toda a maquinaria está direccionada para litros de sangue a jorrar livremente depois de várias cenas de tortura bastante gráfica, normalmente inflingida a personagens-tipo, sem qualquer tipo de profundidade, mas este filme chamou-me a atenção.

 

Não pelo trailer, mas pela promessa de regresso de Mark Hamill. Isso mesmo, o Luke Skywalker.

 

 

 

P.s.- sim, o trailer tem muito mau aspecto.

 

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Por Fernando Oliveira | Quarta-feira, 15 Junho , 2011, 16:22

É um novo Tarantino!

 

 

Não, não é uma action figure com o olhar arrepiante e vagamente ameaçador que o realizador de Cães Danados apresenta nesta fotografia, mas sim um novo filme de QT!

 

A data de estreia de Django Unjained de ser revelada pela produtora Weinstein Company e é, nada mais, nada menos, que 25 de Dezembro de 2012. Porque quando pensamos em Cinema de Natal, a mais óbvia ligação que fazemos é com um western passado no Sul dos Estados Unidos sobre um ex-escravo que se lança numa fúria vingativa contra os seus antigos donos...

 

Ainda não há certezas quanto ao elenco, mas alguns dos nomes segredados na torrente de rumores são Christoph Waltz, Leonardo DiCaprio e Samuel L. Jackson.


Por Fernando Oliveira | Segunda-feira, 13 Junho , 2011, 14:48

É o próximo projecto do britânico Sacha Baron Cohen. Reza a sinopse que se trata da estória de um ditador que arrisca a própria vida para manter o seu povo a salvo dos malefícios da Democracia. A realização estará novamente a cargo de Larry Charles, colaborador de Cohen em Borat e Bruno e veterano televisivo de Seinfeld e Curb Your Enthusiasm . A estreia está prevista para o próximo ano.

 

Para não variar, a capacidade de reinvenção facial de Cohen tem o seu quê de reminescência de Peter Sellers.

 


Por Fernando Oliveira | Segunda-feira, 13 Junho , 2011, 00:16

Daria qualquer coisa como isto: Cowboys & Aliens. Foi já há quase um ano que o primeiro trailer foi apresentado. A pressão do marketing e das campanhas publicitárias sempre coladas aos blockbuster de Verão têm os seus efeitos nocivos e, com apenas quatro semanas de rodagem, e apesar da reacção entusiástica da Comic-Con 2010, essas primeiras imagens do filme não me deram grandes motivos para esperar algo de bom.

 

No entanto, o conceito de um cross-over entre western e ficção ciêntifica é interessante. Os argumentistas são Alex Kurtzman e Roberto Orci (Fringe; o Star Trek de JJ Abrams). O realizador Jon Favreau dá-se bem no campo do cinema de acção e de grande entretenimento. E nos papeís principais estavam prometidos o Indiana Jones e o James Bond.

 

E agora aparece este (terceiro) trailer com muito melhor aspecto.

 

 


Por Fernando Oliveira | Quarta-feira, 08 Junho , 2011, 00:11

Ao que parece os estúdios de animação da FOX estão a preparar um remake, mais um, do King Kong.

No entanto, além de ser animado (e no ultra-moderno 3-D!), a estória será contada através do ponto de vista do macaco gigante. Andy Serkis, pode ser uma oportunidade para revelares a interessante vida intelectual do teu símio interior.

 

 

Seguindo o caminho trilhado por esta brilhante tendência, sugiro outros remake de clássicos com pontos de vista diferentes:

 

Nosferatu, o Regresso: visto através dos olhos de um dos ratos do porão do navio onde viajou o Conde Orlok.

 

Plan 9 From Outer Space: Plan 10!: um clássico incompreendido que beneficiaria em muito da aplicação do 3-D.

 

Vertigo - O Homem Que Viveu Uma Vez. Desta feita uma estória mais directa, simplesmente um trabalhador da construção civil que sofre de vertigens, mas que mesmo assim não desiste de mandar piropos às louras que passam perto do local da obra.

 

Frankenstein - O Musical (para aproveitar a histeria Glee) onde 70% das canções se focariam nos malefícios do fogo.

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Por Fernando Oliveira | Segunda-feira, 06 Junho , 2011, 23:28

Já se passaram dez anos desde "A.I - Inteligência Artificial", quando o Steven Spielberg resolveu terminar o projecto que tinha em comum com o Grande Stanley Kubrick. Na altura a coisa não resultou muito bem. Entre outros detalhes, o grande problema prendeu-se com os valores dos Subúrbios Americanos que Spielberg injecta na maioria das suas obras e que não encaixavam nem com o tom que a estória necessitava, nem com o próprio estilo mais distante e frio do Grande Stanley Kubrick.

 

Encontrando uma versão ainda mais ligada ao sentimento do menor denominador comum em Michael Bay, Spielberg tem produzido o que se transformará este Verão na Trilogia Transformers (um marco do cinema, com toda a certeza).

 

Continuando uma veia de produtor que vem já desde os anos 80, onde tornou possíveis alguns dos melhores momentos do Cinema de Entretenimento (a trilogia Regresso ao Futuro é apenas um exemplo), Spielberg produz agora umoutro realizador, habituado ele próprio a produzir outros: JJ Abrams.

 

O resultado chama-se Super 8.

 

 


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